18 dezembro, 2015

Dores de burro durante o exercício físico!

Fonte da imagem: Pinterest

Admiro imenso quem gosta de fazer exercício físico regularmente - quer em ginásios ou com personal trainers - e quem se levanta às tantas da manhã para ir fazer jogging ou para correr. Eu até gosto de exercitar o meu corpo (e acredito que é muito importante para a nossa saúde), mas sempre que me lembro das dores de burro, até quase que perco a motivação! Tenho a certeza de que toda a gente sofre com estas dores em algum momento da vida, nem que não seja nas aulas de educação física, quando estas ainda são obrigatórias na escola. Mas nunca me tinha perguntado acerca do porquê de estas dores chatas nos aparecerem durante os treinos e atormentarem a nossa zona abdominal! Por isso, fiz uma pequena pesquisa e descobri imensas informações muito úteis para quem sofre frequentemente com isto e não sabe o que fazer para reduzir – ou mesmo eliminar – este problema. Assim sendo, se o tema das dores de burro vos interessa, vão certamente gostar de ler o que tenho para vos dizer: 

As dores de burro são, tal como sabem, aquelas pontadas fortes que nos atingem por baixo da caixa torácica, na zona dos abdominais, e que nos aparecem maioritariamente quando corremos. Existem várias explicações para estas dores:

  • Respiração errada durante o treino;

  • Falta de oxigénio durante o esforço físico;
  • Uma circulação de sangue mais fraca, devido ao facto de o coração não conseguir fazer o seu trabalho correctamente perante um esforço muito elevado;
  • Má preparação física para um treino muito intenso;
  • Um ritmo demasiado intenso no início das corridas;
  • Uma forma incorrecta de correr nas subidas;
  • Fazer exercício físico logo após uma refeição, o que faz com que haja uma pressão maior sobre o estômago, sobretudo quando inspiramos;
  • Falta de água no organismo;

Seja qual for a razão que origina as dores de burro, não se preocupem muito com elas, mesmo que sejam muito fortes, pois acabam sempre por passar e não nos provocam nenhuma doença grave. No entanto, é importante saberem que existem sempre várias formas de atenuá-las e mesmo de evitá-las:

  • A primeira regra é nunca começarem um treino após uma refeição, sendo que o ideal é esperarem duas a três horas, para que possam fazer uma digestão completa;
  • Um bom aquecimento antes de qualquer treino é igualmente essencial para prevenir eventuais dores de burro;
  • Se preferirem a corrida, aumentem a intensidade de forma gradual, para que os vossos músculos se possam habituar ao esforço;
  • Lembrem-se sempre de respirar de forma coordenada (inspirar pelo nariz, expirar pela boca);
  • Nunca exagerem num treino. Se o vosso corpo não estiver preparado para um treino muito exigente, saibam respeitar os vossos próprios limites. É preferível verem resultados após mais algum tempo, do que terem que interromper os exercícios devido a dores mais profundas ou por lesões musculares.
  • Não se esqueçam de beber muita água, para não correrem o risco de se desidratarem e, consequentemente, provocarem as dores.

Não são apenas os corredores “amadores” ou os que se iniciam nas andanças do desporto que sofrem com as dores de burro. Até os atletas de alta competição as têm! Por isso, nunca se sintam desmotivadas nem desanimem, caso comecem a sentir estas pontadas fortes a meio de um exercício. Porém, se isso acontecer, parem um pouco ou reduzam logo o ritmo (apenas se conseguirem aguentá-las até ao fim do treino). Respirem fundo, inspirando e expirando de forma prolongada e profunda, e massagem a zona afectada, para conseguirem aliviar as dores. Se forem muito fortes, dobrem-se para a frente, de forma a alongarem o vosso diafragma, ou inclinem-se para a esquerda e para a direita, com os braços elevados. E, assim que as dores abrandarem, voltem ao treino (com um ritmo menos intenso, claro) e tenham sempre a plena noção de que elas podem ser perfeitamente evitadas com treinos regulares, com uma boa condição física e, acima de tudo, com boas práticas durante os exercícios!



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